American Airlines: dia de críticas ao B737-MAX

16

A American está apanhando nas redes sociais. Diversos blogs de aviação e de milhas estão postando sobre a péssima experiência de voo nos novíssimos B737-MAX da empresa. A aeronave está sendo chamada de “prisão voadora” e “horror” para vocês terem uma ideia. Mas quais são os problemas que estão sendo relatados?

O principal problema se refere ao espaço em geral.

O espaço no assento. Uma passageira que viaja duas vezes por semana há anos afirma categoricamente que é a classe econômica mais apertada que ela já voou na vida. Ela se deu ao trabalho de medir os assentos e diz que a distância entre eles é menor do que aquela oficialmente anunciada pela American (clique aqui para ler o artigo).

É difícil trabalhar com o computador nessas aeronaves  por conta da distância entre fileiras.  Os joelhos tocam o assento da frente …

O colaborador do TPG estava rindo porque não estava voando …

O passageiros da primeira classe também foram premiados com um produto relativamente inferior. Apesar dos novos assentos contarem com uma tomada USB, eles são os mesmos utilizados na econômica premium do B777 e do B787. Ou seja, são mais estreitos e com menos reclinação do que os assentos das outras aeronaves.

O espaço para acomodar as malas. Segundo um colaborador do TPG, o compartimento de bagagens acima das fileiras 9 e 10 é fechado porque a empresa o utiliza para guardar equipamento. E nessas fileiras ficam os assentos main cabin extra, que supostamente são os melhores, e que são destinados a passageiros com status ou que pagam mais para sentar ali. Uma ideia de “jênio”.

O espaço dos banheiros. Todo mundo que utilizou um dos dois banheiros disponíveis para a econômica (sim, são 2 banheiros para 156 passageiros) diz que quando você lava as mãos, a água espirra na roupa e no chão porque a pia é mínima. E o banheiro é mínimo, também.

Nenhum assento, nem mesmo os da primeira classe, contam com tela de entretenimento individual. A American adotou a fórmula (BYOD – bring your own device, ou traga seu próprio equipamento). A empresa colocou aparadores de tablets nos assentos.

Eu pessoalmente não gosto dessa opção em voos domésticos. Muitas vezes viajo apenas com meu celular e é bem complicado ver qualquer filme naquela telinha. Mas parece que essa será a tendência das companhias aéreas por dois motivos: o preço de compra/leasing da aeronave cai, e há menos peso, o que economiza combustível.

Acho que há um problema crucial na nova experiência que as companhias aéreas estão oferecendo. Elas afirmam que os passageiros querem pagar menos e que isso implica em oferecer um produto pior. Faz todo o sentido.

Mas quando o produto é muito ruim, uma diferença de preço que não seja tão significativa fará com que esse passageiro migre para um produto melhor. Não é à toa que a Southwest está crescendo exponencialmente nos Estados Unidos, assim como a Azul expandiu aqui no Brasil.

No meu caso específico, eu não faço questão de acumular milhas em trechos domésticos, porque eu viajo com mais frequência para o exterior. Assim, quando viajo a trabalho no Brasil e me dão opção entre LATAM, GOL, Avianca ou Azul, eu sempre opto pelas duas últimas. A experiência de voo é muito melhor e, para mim, é isso que vale.

O que vocês acham dessas mudanças na experiência de voo? Pagariam mais para viajar melhor, ou optariam pelo preço mais baixo?