Como a COVID-19 afetou suas viagens?

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COVID-19

A COVID-19 chegou no início do ano e não dá sinais de que está indo embora. Em março, a vida deu uma guinada brusca, isolando as pessoas nas suas casas, colocando muita gente para trabalhar em home office.

Além dos enormes impactos no dia-a-dia das pessoas, a COVID-19 impactou severamente alguns segmentos da economia. Dentre eles, o setor de turismo. Muita gente teve que cancelar planos imediatos de viagens e agora, quatro meses depois, o cenário ainda é de grandes incertezas. Ninguém pode afirmar com um mínimo de segurança como a situação estará em 60 dias em qualquer lugar do mundo.

Muitos países ainda permanecem com as fronteiras fechadas para turismo, como é o caso do Brasil. Alguns governos estão discutindo estabelecer bolhas de imunidade, como é o caso da Austrália e Nova Zelândia. Em outros, é necessário fazer quarentena de 14 dias – com as despesas custeadas pelo viajante. Há diversas abordagens sendo estabelecidas de acordo com as necessidades sanitárias de cada país.

As decisões de deixar ou não uma pessoa ingressar no território de um país têm relação com o país de origem do viajante. Nós, brasileiros, somos bem-vindos apenas em um punhado de países. 90% do mundo está fechado para nós.

Minhas Viagens e a COVID-19

Eu tinha uma viagem agora em julho para o Japão, Taiwan e Canadá, com passagem emitida pelo Miles&GO da TAP. No início de maio, optei pelo cancelamento com voucher acrescido de 20% do valor da emissão. Em cerca de 72 horas ele chegou no meu email com o valor correto.

Ainda tenho duas viagens pendentes: uma para o Reveillon, para a Europa, com emissão pelo LATAM Pass para voar com a Iberia, e outra idêntica para o Carnaval. Essas duas emissões serão problemáticas porque foram emitidas com o trecho saindo a 120.000 pontos. Agora, com a recuperação judicial da LATAM, o mesmo trecho sai por 168.000. São 48.000 pontos de diferença, totalizando 96.000 pontos em uma viagem de ida e volta. Ou seja, um baita prejuízo na reemissão porque a LATAM não está honrando o mesmo valor com as parceiras.

Além disso eu emiti uma passagem no Lifemiles para voar na nova first e na nova business da ANA, em um total de 185.000 milhas. Essa emissão me preocupa muito porque não enxergo o Japão abrindo fronteiras para nós tão cedo. E o Lifemiles, apesar de independente, está umbilicalmente atrelado à Avianca que, por sua vez, está recuperação judicial.

O Futuro Próximo e a COVID-19

Atualmente, não me enxergo viajando para o exterior esse ano por dois motivos: o primeiro é que o ambiente fechado de um avião não me atrai nesse momento. O segundo é que há tantas restrições para nós que fica difícil sair daqui para outro lugar.

E não podemos esquecer um outro fator super importante: o país estrangeiro pode estar aberto para nós hoje, mas nada garante que ele estará aberto amanhã já que as decisões desse tipo são tomadas em altos níveis governamentais sem qualquer aviso prévio.

Resumindo: minha vida de turista está suspensa até segunda ordem. Provavelmente esperarei uma vacina, ou tratamento eficaz ou estar imunizada. Até lá, meu mundo será Ipanema.

E vocês? Quais viagens foram canceladas ou adiadas? Quais os planos futuros?