Gol perde 9 bilhões de reais devido à pandemia da Covid-19

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A Gol Linhas Aéreas, assim como todas as outras companhias aéreas, está enfrentando sérias perdas financeiras devido à pandemia da Covid-19, e essas perdas já chegam a 9 bilhões de reais, segundo anunciou o Diretor Vice-Presidente Financeiro da empresa, Richard Lark.

Apesar do mercado brasileiro ser o segundo melhor em recuperação na América Latina, somente atrás do mercado mexicano, a quantidade de assentos voados ainda representam cerca de 50% da ocupação do mesmo período do ano passado. O discurso da empresa, no entanto, é otimista e segundo Paulo Kakinoff, Diretor-Presidente da empresa: “Os resultados promissores do terceiro trimestre refletem o retorno dos passageiros aos céus no Brasil e a nossa confiança nos diferenciais competitivos da GOL”.

Durante o período mais impactado pela pandemia (entre os meses de abril e junho), a Gol estava a operar 57 voos diários, o que representava uma diminuição de 91% da sua capacidade operacional. Já no final do terceiro trimestre desse ano, a empresa já estava a operar 271 voos diários, o que representa uma diminuição de 60% da sua capacidade operacional.

No entanto, há boas razões para acreditarmos que os próximos meses serão melhores, inclusive pela aproximação da temporada das férias de verão e escolares, que se iniciam no próximo mês. Até o final do ano, a GOL espera operar 490 voos diários, o que representaria uma diminuição de apenas 35% da sua capacidade operacional comparada ao mês de dezembro do ano passado.

De acordo com a GOL, essa perda de 9 bilhões de reais devem-se a vários fatores, para além das perdas com vendas, os custos operacionais, custos com pessoal, combustível, arrendamento de aviões, suspensão de novas entregas de aviões, entre outros.

Algumas Palavras

É triste ver o impacto que essa pandemia tem causado à aviação em geral e torço para que tudo isso passe logo e a vida volte ao normal o mais rápido possível. Apesar de tudo, vejo com otimismo a recuperação do setor, especialmente no mercado brasileiro, que já tem a segunda melhor recuperação dos países da América Latina.

A diretoria da GOL me parece que está a conduzir bem a empresa em meio a toda essa enorme crise. O fato de terem uma frota única de Boeing 737 também é um fator importante na otimização dos seus maiores custos.

O que vocês acham? Será a GOL a empresa aérea que sairá mais fortalecida no cenário pós-pandemia?

Maxmilhas