Histórias e Viagens – Correndo atrás de status no Latam Pass e compras nos Estados Unidos

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Histórias e Viagens - Correndo atrás de status no Latam Pass e compras nos Estados Unidos
Créditos: Josue Isai Ramos Figueroa

Neste artigo da nossa seção Histórias e Viagens, o nosso leitor Augusto compartilha conosco duas histórias que envolvem a busca por status no Latam Pass e uma viagem de 48h aos Estados Unidos para fazer compras … e ver um amigo!

Mas antes, lembrem-se: Fez uma viagem inesquecível? Fez uma viagem horrível? Pagou um mico no exterior? Foi enganado e te cobraram mais do que deveriam? Conseguiu fazer uma super emissão de passagens para dar a volta ao mundo? Fez um churrasco no quintal e foi ótimo? Conte para nós! Basta entrar em contato através do info@pontoseviagens.com.

Agora, vamos à história do Augusto!

Status no Latam Pass e o Time do Palmeiras

Nessas quase duas décadas viajando, quase nunca fiz uma viagem para conseguir milhas ou status, pois praticamente 99% das viagens foram com milhas. Mas ano passado tive uma oportunidade de conseguir status Platinum no Latam Pass.

Minhas viagens a trabalho mal eram suficientes para me tornar Gold Plus (18.000 pontos qualificáveis), mas o relançamento do cartão de crédito Latam Pass (aliado com uma boa estratégia) aumentaram em 6.000 a quantidade de pontos qualificáveis num único mês, faltando assim pouco mais de 6.000 pontos para atingir a quantidade necessária.

Bastaria gastar cerca de R$2.500 para conseguir o objetivo, e valeria muito a pena porque em dezembro tinha uma viagem aos EUA emitida com milhas LP (e outra para a África do Sul em jul/20, cancelada pelo covid) e esse status poderia me garantir um upgrade para a executiva. Por sorte, uma promoção Livelo com Submarino Viagens (10×1) em novembro me permitiu contratar um pacote de um dia até Salvador, reduzindo em quase 50% o custo da viagem.

Saí sábado no final da tarde e cheguei à noite no hotel, coincidentemente junto com a delegação do time do Palmeiras (nem tudo é perfeito… rsrs), que jogaria no dia seguinte com o Bahia.

Na manhã seguinte, havia combinado um café da manhã com um amigo de faculdade que mora lá e é palmeirense fanático. Ao comentar que os jogadores estavam hospedados no hotel, não pensou duas vezes e me “convidou” a tomar o café no próprio hotel.

Tiramos fotos e conversamos com vários jogadores, para inveja de vários amigos palmeirenses, e logo depois já me dirigi ao aeroporto para o voo de retorno. Mas acredita que, no final, os pontos creditados não foram suficientes, ficou faltando ainda pouco mais de R$200 para atingir os 30.000 pontos qualificáveis?

A solução? Comprei um voo de Guarulhos a Bauru no domingo seguinte para voltar no mesmo avião logo em seguida. Pousei, fiz o desembarque, comi um bauru e novamente o check in. A equipe de comissários me reconheceu, perguntou se eu havia esquecido alguma coisa em São Paulo e devem ter me achado um louco.

Mas o esforço valeu a pena: graças ao status consegui upgrade na ida e na volta dessa viagem para Miami em dezembro!

48 Horas nos Estados Unidos

Mas preciso relatar outra viagem maluca, essa bem mais “divertida”!

Em 2009, precisava mobiliar o apartamento recém entregue e o preço de um receiver custava nos EUA menos de 30% do valor aqui no Brasil. Aproveitei uma promoção da AA e o dólar a R$1,70 e fui visitar um amigo em Houston, e fiz alguns pedidos na Amazon (só vinte… rsrs) para entregar na casa dele. Como não era meu período de férias, iria na sexta à noite e voltaria no domingo, para trabalhar na segunda-feira.

Ao chegar sábado na imigração em Dallas, o agente me perguntou quando retornaria ao Brasil e mostrei o bilhete para o dia seguinte. Desconfiado, perguntou o motivo de vir aos EUA e voltar no dia seguinte e falei que era para visitar um amigo. Ficou desconfiado e disse que algo estava errado, vir de tão longe para visitar um amigo e ir embora no dia seguinte.

Complementei que também faria algumas compras para levar ao Brasil, como um receiver. Veio do Brasil para visitar um amigo, comprar um receiver e ir embora no dia seguinte? Não fazia sentido, continuou desconfiado. Fez mais uma série de perguntas, até que perguntou o que eu fazia no Brasil e, ao ouvir minha resposta, me liberou prontamente!

Contudo, tive que passar novamente no raio-X para o voo interno. Bem na hora que minha mochila estava dentro do raio-X, a máquina quebrou e ninguém conseguia retirar minha mala de lá. Perdi quase uma hora e, para meu azar, a conexão. Minhas malas (vazias) seguiram no voo original e meu bilhete foi remarcado para quase quatro horas depois, sendo que meu amigo já estava a caminho do aeroporto para me buscar.

Para minha “sorte”, aquele voo perdido foi direcionado para outro aeroporto devido às fortes chuvas, e coincidentemente chegou em Houston no mesmo horário que o meu. Meu amigo inclusive ficou no shopping aguardando a chuva diminuir e meu voo chegar, ou seja, deu tudo certo. Pelo horário, do aeroporto fomos direto ao outlet comprar umas coisinhas e depois jantar.

Quando chegamos na casa dele com as compras do outlet e as caixas da Amazon, descobri que havia exagerado um pouco e que não entrariam nas minhas duas malas. Ele me emprestou mais duas malas grandes, e passamos a madrugada conversando e preparando as quatro malas.

Já estava preocupado com as taxas de excesso de bagagem, mas para minha sorte descobri que os sogros dele estavam voltando para o Brasil na mesma noite, num voo direto da Continental (na época) e poderiam trazer minhas duas malas extras. No final, tudo deu certo: apartamento mobiliado, presentes para a família e história para contar! 😊

Nota: Mais uma vez, eu gostaria de agradecer ao Augusto por compartilhar conosco sua aventura para conseguir status no Latam Pass e a sua viagem de compras nos Estados Unidos.