Qual o impacto do dólar alto nas viagens e o que se pode fazer a respeito?

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Qual o impacto do dólar alto nas viagens e o que se pode fazer a respeito?

Mais cedo ou mais tarde o covid-19 será coisa do passado, ainda que nos deixe muitas mortes e uma recessão como lembranças. Agora e o dólar alto? Será que voltará aos preços pré-pandemia? E qual o impacto disso em nossa

Eu acredito que ao longo do tempo, dependendo de como os nossos políticos e a economia se comportem, a cotação da moeda americana irá cair. Mas, já não tenho tanta certeza se voltaremos às cotações de 2019. Ou melhor, será que veremos o dólar abaixo de R$4 novamente?

Porém, como aqui falamos de viagens e não de economia, qual o impacto disso tudo nas nossas viagens? E o que fazer para contornar isso?

O Dólar Alto e o Impacto em Nossas Viagens

O impacto do dólar alto é bem fácil de ser medido. Passagens, hotéis e passeios ficaram mais caros, bem mais caros diga-se de passagem. Infelizmente, para quem não havia reservado nada, não há como fugir dessa triste realidade.

Há um detalhe em particular que eu gostaria de chamar a atenção e tem a ver com as nossas milhas e pontos. Como bem sabemos, transparência é uma palavra que não existe no dicionário dos programas de fidelidade brasileiros. Portanto, é bom nos prepararmos para disparadas de preços traduzidas em desvalorizações das tabelas de pontos e milhas.

Eu já escrevi sobre isso no caso da Smiles, que tem pouco a pouco aumentado a quantidade de milhas necessárias para emissões de passagens. O TudoAzul parece estar seguindo pelo mesmo caminho e não me surpreenderei se o Latam Pass fizer a mesma coisa.

Mas como proceder nestes casos? Para as milhas e pontos que já estão nos programas, infelizmente não há muito o que fazer. O melhor mesmo seria emitir as passagens o quanto antes.

Para os pontos que estão nos cartões de crédito ou na Livelo, a melhor opção (na minha opinião) é mantê-los onde estão e apenas realizar a transferência no momento de usá-los.

Para Onde Viajar com o Dólar Alto?

A opção mais barata, sem dúvida é voltarmos as nossas atenções para o Nordeste brasileiro. Talvez 2020 e 2021 serão os anos onde os brasileiros redescobrirão o turismo nacional. Esperemos apenas que serviços precários e preços altos sejam coisas do passado.

Se você é daqueles que precisa usar seus pontos e milhas em viagens internacionais, o sudeste asiático pode ser uma opção interessante. Tailândia, Vietnã (leia sobre minha viagem aqui), Camboja e Nepal, só para citar alguns, passam a ser opções interessantes.

Considere também a América do Sul. Provavelmente não tão barato como o sudeste asiático, mas certamente o custo da passagem aérea será menor.

Algumas Palavras

O impacto do dólar alto em nossas viagens é um fato e não podemos fazer muita coisa sobre isso. Cabe a nós sermos criativos e buscar oportunidades que antes passavam despercebidas aos olhos de muitos.

E como estão os seus planos de viagens? Você já teve que alterar algum destino por causa do preço do dólar?