LATAM CEO: sai Enrique Cueto, entra Roberto Alvo

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O CEO da LATAM, Enrique Cueto, deixará seu post em março de 2020. Ele sai após 25 anos de serviços prestados à empresa. Ele será substituído por Roberto Alvo, o atual CCO (Chief Commercial Officer) da LATAM.

Sob a batuta de Cueto, a LATAM se transformou na maior companhia aérea da América do Sul, quando ocorreu a fusão entre a LAN e a TAM.

Atualmente, a frota da LATAM conta com 324 aeronaves, sendo 143 da família Airbus A320. Além disso, há 42 B767, 10 B777-300ER e 9 A350-900XWB.

A empresa tem seus principais hubs em Santiago (SCL), São Paulo (GRU), Buenos Aires (EZE), Lima (LIM), Quito (UIO), Guayaquil (GYE) e Bogotá (BOG), que servem 140 destinos em 26 países nas Américas, Europa, África e Oceania.

A saída de Cueto coincide com os 5 últimos anos turbulentos da empresa, em que ele teve que lidar com a fusão de 5 diferentes companhias aéreas – LAN Chile, LAN Ecuador, LAN Argentina e LAN Peru e TAM – e integrar 6 culturas diferentes em uma organização empresarial coesa.

Sobre a saída de seu CEO, a LATAM soltou um comunicado informando que ele deixa a empresa em uma posição mais sólida, com subsidiárias em 7 países e dominando o mercado sul-americano.

Ignacio Cueto, irmão de Enrique, e atual presidente do Board of Directors do LATAM Airlines Group, comentou que tem plena confiança em Roberto Alvo, e na sua liderança e profundo conhecimento do mercado da aviação comercial. Roberto Alvo está há 18 anos na LATAM e seu currículo inclui posições nas áreas de finanças, frota, planejamento e comercial. Além disso, ele também foi CEO da subsidiária LAN Argentina.

Ele obteve o voto unânime do Board para ocupar o cargo de CEO da LATAM.

Com a nova chefia, nós, clientes, esperamos que Roberto Alvo tome providências em relação a dois pontos:

  • o serviço de bordo da LATAM, tanto em voos domésticos como em voos internacionais (há relatos de que as melhorias já estão sendo implementadas), e
  • o programa de fidelidade da LATAM.

Em relação ao último ponto, algumas considerações são necessárias:

  • a solução imediata do resgate online com as parceiras;
  • uma atenção maior à fidelização.

É impossível exigir do cliente sul-americano, mais empobrecido do que nunca, diga-se de passagem, o mesmo nível de gastos de um cliente norte-americano para a obtenção de status.

E também é inadmissível que um cliente sul-americano que voa 100 trechos com a LATAM e parceiras Oneworld não atinja o status Oneworld Emerald. Ainda que se alegue que o cliente só voe na ponte aérea, por exemplo, para atigir esses 100 trechos é necessário que ele voe regularmente todas as semanas do ano com a LATAM.

Quantas pessoas fazem isso em um ano? Quantos clientes existem na base de dados do LATAM Fidelidade? Qual é a proporção entre esses dois números? Então …

Resumindo, meu desejo pessoal é que o cliente fidelizado seja o centro do programa de … fidelidade!

Que Roberto Alvo traga bons ventos para nós!