LATAM Classe Executiva Frankfurt – São Paulo B773

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LATAM Business Class FRA - GRU B773 jan 2017

Encerrada a minha breve aventura pelos países bálticos e a Finlândia, chegou a hora de voltar para casa. O voo da volta, na classe executiva da LATAM com origem em Frankfurt, teve um início bem problemático, com um atraso de duas horas.

Segundo informações da LATAM, houve uma queda no sistema de todo o aeroporto de Frankfurt e os funcionários da empresa tiveram que fazer o check-in manualmente de muitos passageiros. Aí um funcionário completou que, em decorrência disso, a maioria dos passageiros não estava com os assento marcado no voo. Confesso que não entendi muito bem o que estava acontecendo. Afinal, se fizeram o check-in manualmente, também designaram os asssentos, não?

Quando o embarque foi liberado, com cerca de uma hora de atraso, um senhor alemão tentou furar a fila da executiva. Os passageiros brasileiros começaram a reclamar com ele, em inglês. O alemão só respondia “I understand what you are saying” e nada de ir pro fim da fila. No momento do meu embarque, eu avisei à funcionária, que me olhou e falou “É fogo”. Em seguida, entrei no avião. Dois minutos depois entraram os compatriotas muito irritados porque a LATAM permitiu que o fura-fila embarcasse na frente dos demais e, ainda por cima, ele era da econômica.

Resumindo: para a LATAM tanto faz como tanto fez, sendo desnecessário que os passageiros sigam a orientação dada pelos pessoal de terra. Escolham a fila que quiserem porque não tem problema. Fica a dica para todos.

Ficamos mais uma hora dentro do avião até que as portas fossem fechadas. Ainda muito desconfiada da informação prestada pela LATAM, eu perguntei à comissária de bordo o porquê da demora. Ela confirmou que era um problema do sistema do aeroporto e enfatizou bastante que a LATAM não tinha nada a ver com isso. Olhei pela janela e vi um avião da ANA saindo do gate. Pois daí que me surgiu a ideia. Peguei meu celular e abri o app FlightStats e procurei o voo da ANA. Bingo! Ele saiu no horário previsto sem qualquer atraso.

Resumindo: a LATAM diz o que quer pros passageiros, responsabilizando terceiros por suas próprias falhas, tentando se precaver contra  uma mobilização pontual dos passageiros e eventual ação judicial de responsabilidade civil. Fica a dica para todos.

Bom, não vou falar do hard product, porque é exatamente o mesmo da viagem de ida (clique aqui para ler o post). Vou focar, exclusivamente no soft product que foi a diferença.

Logo depois da decolagem (atrasada em mais de duas horas), serviram champagne com nuts – que estavam frias. Gente, custa dar uma esquentadinha no micro-ondas?

LATAM Business Class FRA – GRU B773 jan 2017

O menu do voo era o seguinte:

LATAM Business Class FRA – GRU B773 jan 2017
LATAM Business Class FRA – GRU B773 jan 2017

Em seguida, a carta de vinhos e bebidas.

LATAM Business Class FRA – GRU B773 jan 2017
LATAM Business Class FRA – GRU B773 jan 2017
LATAM Business Class FRA – GRU B773 jan 2017

Em virtude do desastre que foi a carne no voo de ida, eu preferi escolher algo com menor possibilidade de dar errado e fui de raviólis de queijo e nozes. Não me arrependi. Estava surpreendentemente saboroso. Em compensação, o pão estava frio (*suspiro*) e a salada, básica. A sopa de pimentão vermelho estava boa. No geral, foi um bom jantar.

LATAM Business Class FRA – GRU B773 jan 2017

Perguntei para a comissária se tinha ginger ale – queria tomar junto com a refeição. Ela disse que sim e foi procurar no carrinho. Como não tinha, ela foi procurar com a outra comissária. Passados alguns minutos ela voltou com a seguinte explicação: apenas uma lata de ginger ale foi embarcada e um passageiro da econômica já tinha consumido. Não sei, não, mas eu fiquei com a impressão que não tinha ginger ale nenhum, mas ela não quis dizer que me passou a informação errada …

De sobremesa, escolhi a torta de floresta negra, que também estava boa, e pedi um Bailey’s on the rocks para acompanhar.  Mas, gente, eu achava que torta de floresta negra seria algo diferente do que foi apresentado, não? Mas, repito: estava boa.

LATAM Business Class FRA – GRU B773 jan 2017

A comissária passou para retirar os pratos e deixou a toalha. Por bastante tempo. Eu deixei a situação rolar – a mesa aberta com a toalha suja em cima – até ficar com sono, só para ver quanto tempo ela iria ficar ali. Ficou o tempo todo até que eu pedisse, formalmente, para que ela fosse retirada.

Eu dormi por umas cinco horas e fui acordada para o café da manhã, como requisitado.

LATAM Business Class FRA – GRU B773 jan 2017

A comida estava razoável – nada de especial – e o pão … adivinhem a temperatura? Pois é … O café estava forte demais para o meu gosto, mas aí é uma questão de gosto, mesmo. Nada a reclamar.

A chegada foi caótica, pois muita gente tinha conexão e estava atrasada, inclusive eu. Aí vai a minha última história da experiência LATAM.

Fui uma das primeiras pessoas a sair do avião. Já no aeroporto, haviam dois funcionários da LATAM. Um deles chamando os passageiros dos voos de Curitiba, Florianópolis e outra cidade, sem mencionar o Rio de Janeiro. Foi quando eu perguntei: e o Rio? Aí o outro funcionário virou para mim e disse o seguinte, meus amigos: “Rio de Janeiro tem que ir rápido também senão vai perder a conexão. Não pode andar devagar, não, Senhora. Se apressa”.

Eu juro para vocês que eu quase tive um treco. Quanta falta de educação e abuso para com os passageiros. Como assim? Eu tenho alguma responsabilidade pelo atraso do voo? A culpa é minha? A mera sugestão de que o passageiro é que tem que tomar providências depois de um problema que ele não causou já é absurda em si; aliada ao tom com que o funcionário se dirigiu a mim é INACEITÁVEL.

O problema da LATAM é sistêmico: ele pode ser sentido na total falta de conhecimento do Fidelidade dos operadores do call center, na falta de atualização do programa Fidelidade no site (até hoje os perfis de tarifa ainda são os do programa antigo)  que é responsabilidade da gestão de TI, na cabine executiva antiquada dos B773, no serviço de terra e de bordo, na quase total  impossibilidade de emitir bilhetes prêmio em classe executiva ou primeira classe com parceiras (tenho tentado muito mesmo),  e por aí vai.

Em razão desses fatores – que não são poucos, eu decidi que esse será o primeiro e último ano com status Black na LATAM. O péssimo serviço em geral não justifica que eu gaste um centavo sequer com a empresa.