Mais problemas para o Boeing 737-MAX

7
Boeing B737-MAX
Boeing B737-MAX

Os problemas do Boeing 737-MAX não parecem ter fim. Ontem, o New York Times soltou uma notícia informando que, aparentemente, os problemas da aeronave mais conturbada da história da Boeing não se resumem ao software.

Novos problemas para a Boeing

Para que a aeronave volte a voar, a empresa, seus engenheiros e os reguladores da FAA (Federal Aviation Agency), a ANAC americana, têm realizado inspeções minuciosas em todos os aspectos relativos ao jato.

Em dezembro, a pedidos da própria FAA, a Boeing conduziu uma auditoria interna para determinar se houve uma avaliação correta dos perigos de sistemas-chave em relação ao tempo de resposta dos pilotos sob determinadas circunstâncias em eventos emergenciais.

Dentre os problemas mais preocupantes, surgiram indicações de falhas na fiação que ajuda a controlar a cauda do MAX.

A Boeing está verificando se dois conjuntos de fios estão próximos demais a ponto de poderem causar um curto-circuito que poderia levar a um acidente caso os pilotos não respondam corretamente. A empresa ainda está tentando determinar se esse cenário é possível de ocorrer durante o voo e, em caso afirmativo, se será necessário separar os conjuntos de fios nos 800 jatos já prontos. A Boeing diz que, caso necessário, o ajuste é simples de ser feito.

Entretanto, se o problema for confirmado, pode ser que a Boeing tenha que inspecionar o mesmo problema nas aeronaves antecessoras do MAX, o Boeing 737 NG. Atualmente, há cerca de 6.800 B737NG em operação no mundo.

O histórico do B737-MAX

O surgimento de novos problemas com o MAX ameaça estender a crise que está consumindo uma das mais influentes empresas americanas e perturbando o mercado global da aviação comercial. O MAX está groundeado desde março de 2019 após dois acidentes que ceifaram 346 vidas.

A princípio, os acidentes tiveram relação com o sistema de software MCAS, que erroneamente jogava o nariz do avião para baixo. A Boeing desenvolveu um software para resolver o problema, mas está levando muito mais tempo que o esperado para a liberação da aeronave.

Para ler o artigo publicado no New York Times, clique aqui.

Outros posts sobre o MAX, você pode encontrar aqui e aqui. Ah, e aqui também!