O impacto da pandemia nas empresas de milhas

17
Pandemia e empresas de milhas
Pandemia e empresas de milhas

A pandemia do coronavírus impactou toda a atividade econômica no mundo. Não há setor que não tenha sido atingido em maior ou menor gravidade. Mas uma das áreas que mais está sentindo os efeitos da contração econômica é o setor do turismo, em especial as companhias aéreas e os hotéis.

Como poucos são os voos comerciais que estão sendo mantidos – aqui no Brasil, calcula-se que houve redução de 91% da malha aérea – as empresas aéreas estão sofrendo enormes perdas com o cancelamento ou remarcação dos bilhetes. Isso levou as autoridades brasileiras a editarem uma MP postergando o eventual reembolso do valor da passagem e das taxas aeroportuárias em um ano para amenizar as perdas das empresas.

Entretanto, há um nicho empresarial exclusivamente brasileiro que também está sendo impactado – as empresas de milhas.

A Pandemia e as Empresas de Milhas

Na relação com os vendedores de milhas, as empresas operam de duas formas: pagamento imediato com um valor menor, ou em 30 dias com valor maior pela milha.

As pessoas que venderam milhas em fevereiro e março optando pelo pagamento diferido estão tendo dificuldade em receber os valores.

Há empresas que desativaram os call centers e canais de atendimento online e só respondem os clientes via email. Outras, por exemplo, não respondem aos clientes no Reclame Aqui há cerca de um mês.

Uma questão importante diz respeito aos passageiros, e não aos vendedores de milhas.

A MP 925/20 que posterga o reembolso das passagens aéreas em 12 meses é enfático em afirmar que essa disposição se aplica aos contratos de transporte aéreo. Ora, as empresas de milhas não são transportadoras, elas são intermediárias (assim como as agências de viagem). Logo, essa MP não abrange essas empresas e elas devem devolver os valores de imediato.

Esse é um cenário terrível para essas empresas. Elas comercializam dezenas de milhares de passagens por mês e podem ter que arcar com um ônus tremendo nesse momento.

Será que elas terão condições de sobreviver à pandemia?

Alguém – vendedores e passageiros – está tendo dificuldades para receber valores devidos? A empresa entrou em contato com vocês? Qual é a situação atual?

Portal das Malas