O LATAM Fidelidade e minha escolha de programa de milhas para 2018

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Durante o ano de 2017 eu decidi apostar no LATAM Fidelidade como o programa em que eu acumularia milhas/pontos e conseguiria status. Eu era Executive Platinum no AAdvantage da American Airlines e estava muito irritada com os EDQs, que é um gasto mínimo exigido pelo programa. Para alcançar Executive Platinum hoje, além das 100.000 milhas é necessário o gasto mínimo de USD 12.000.

Então, optei por alcançar Black no Fidelidade, que é Emerald na Oneworld, o maior status da aliança. O Black Signature, ao meu ver, só atende a quem precisa de Special Services, ou seja, que voa muito com a LATAM, o que não seria o meu caso. Tenho amigos que voam constantemente em voos domésticos que dizem que, nesse caso, o Special Services faz diferença. Enfim …

Depois de 4 meses com o Fidelidade, eu já tinha desistido de manter o status para 2018. Foram tantos os problemas que eu até escrevi um post-reclamação levantando os 10 principais problemas do Fidelidade (para ler o post, clique aqui). Dos 10 problemas relatados, acho que o Fidelidade só resolveu o número 4.

No final das contas, o que pesou na minha decisão de deixar o Fidelidade foi o seguinte:

(a) A multa por alteração de passagens com as parceiras. Cada mudańça sai por USD 150, mesmo para quem é Black Signature. Como o programa não é muito bom com a disponibilidade com as parceiras, sou obrigada a emitir com antecedência, o que pode levar a cancelamentos ou alterações. Já deixei USD 300 no Fidelidade por conta disso em 2017. Enough.

(b) A demora em estornar os pontos para a conta. São 30 dias em que o Fidelidade fica com meus pontos. Ponto = dinheiro = patrimônio. AAdvantage, Victoria, Amigo, Smiles, MileagePlus, Lifemiles: todos levam, no máximo, 24 horas para devolver as milhas pra conta. O Fidelidade já ficou 38 dias com 140.000 pontos meus. Ainda tive que ligar porque os pontos não voltaram nos 30 dias do regulamento. No way, Jose …

(c) As informações do extrato da conta no site do Multiplus e do Fidelidade quando não são confusas, são incompletas. Se vocês movimentam muito a conta do programa (emitem/alteram/cancelam voos e creditam pontos de diversas origens), vocês sabem do que eu estou falando. Agora, a cada alteração eu faço anotações completas no Notes do meu celular: data, reserva, saldo de pontos no dia da alteração, natureza da alteração e eventuais estornos/pgtos em dinheiro e pontos. O Fidelidade está me devendo mais de R$ 500,00 em estorno de taxas aeroportuárias desde outubro e até agora nada foi depositado na minha conta. Eu entro em contato e me informam que o departamento responsável ainda não deu uma posição. Deixa o Tribunal de Justiça voltar do recesso que eu faço darem uma posição rapidinho …

Enfim, estou voltando para o AAdvantage, contornando os EQDs de USD 12.000 voando com as parceiras. Apesar de todos os problemas e da piora do programa em geral, ele ainda é, para mim, o programa mais seguro da Oneworld e o que mais conheço.

Mas ressalto um fator importante: a minha escolha se deve em função do meu perfil de passageira. É claro que outras pessoas podem e devem preferir outros programas em função das suas viagens, e não das minhas.

Ah, e eu também escrevi um post há mais de um ano contando o porquê de eu achar que ter status é muito importante, ainda que o passageiro só voe em cabines premium. Para lê-lo, clique aqui.

E vocês, quais os planos para 2018 em termos de status?