Objetivo da British Airways: se transformar na Ryanair

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Hoje, os blogs internacionais estão marretando, com razão, a decisão da British Airways em introduzir assentos que não reclinam. Sim, é isso mesmo que vocês acabaram de ler. Assentos que não reclinam à la Ryanair.

O Gary Leff, do The View from the Wing, escreveu um post com o título “Aqui está como a British Airways pretende acabar com a experiência de viagem”. Nele, ele explica que a BA destruiu a sua marca e lista alguns motivos, em sua maioria relativos à frota utilizada em voos de curta distância.

1 - A empresa pretende oferecer menos espaço entre as poltronas  do que a Ryanair nos voos intra-europeus.

2 - A executiva da BA já deixa muito a desejar em comparação com a concorrência. A configuração é 2-4-2.

3 - Os A320 e A321 terão as 12 e 14 primeiras fileiras da econômica, respectivamente, com portas USB e tomadas elétricas. Além disso, manterão a pouca reclinação atual. As demais fileiras da econômica não irão reclinar e só terão porta USB.

4 - Ainda nos voos intra-europeus, não haverá espaço suficiente na galley para as refeições da classe executiva. Então, a solução será ter menor oferta de assentos na business dos A320 e A321.

5 - As novas aeronaves não contarão mais com monitores drop-down (aqueles que ficam acima dos assentos) por conta do custo, do peso e, em consequência, da economia de combustível. Os comissários demonstrarão as medidas de emergência como nos anos 70.

6 - Não haverá mais espaço para lixo e água na parte posterior da aeronave. Assim, todo o lixo deverá ser colocado perto da classe executiva. Qualquer passageiro da econômica que quiser água - caso ela seja oferecida, é claro - obrigará a comissária a ir até a parte anterior da aeronave para pegá-la. Olha que tranquilidade que vai ser voar nessa executiva, hein?

7 - O armário para casacos da executiva servirá como armário geral. Logo, há a possibilidade de os passageiros não conseguirem guardar seus casacos no armário.

Se a British Airways pretende ser uma companhia aérea low-cost, não há qualquer problema nisso. Mas há dois detalhes a serem destacados: não se venda como uma companhia aérea de luxo e precifique os assentos como a Ryanair, inclusive os assentos resgatados com Avios/milhas/pontos.

Eu mesma já voei entre o Porto e Dublin por 1 euro o trecho, 2 euros ida e volta coma Ryanair. Com as taxas, na época, saiu tudo por 50 euros. O assento não reclinava e nem água serviram de graça. Não tive o menor problema com isso. Sabem por quê? 25 euros o trecho.