Programas americanos: como vai ser 2019?

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Ontem escrevi um post sobre as perspectivas dos programas brasileiros para 2019 (clique aqui para ler) e hoje é a vez de falar dos programas americanos. Amanhã eu falo dos demais estrangeiros.

PROGRAMAS AMERICANOS

Há três grandes programas americanos conhecidos dos brasileiros: AAdvantage, MileagePlus e o Medallion. Todos são semelhantes: a aquisição de milhas não se dá mais com base na distância percorrida mas no valor do bilhete. Todos também exigem um gasto mínimo para a aquisição de status. Atualmente, o gasto mínimo para o status mais alto é de USD 15.000 (menos do que é exigido para ser Black Signature no LATAM Fidelidade – vá entender …).

Entretanto, tanto o Mileage Plus como o Medallion dispensam essa exigência para clientes que residem fora dos EUA, o que é ideal para nós, brasileiros. Esse fator elimina o AAdvantage da disputa.

Apesar dos pesares, os programas americanos têm uma grande vantagem: a estabilidade. Quando há mudanças, elas são comunicadas com 6 meses de antecedência, no mínimo. Então, há tempo hábil para que os clientes tomem as providências que desejam tomar.

Dentre os grandes programas americanos, o que considero mais vantajoso no momento é o Mileage Plus da United. Filiado à Star Alliance, com 50.000 milhas qualificáveis é possível ser Gold na aliança, o status mais alto.

A tabela de resgates é razoável, o resgate é feito online e na falta de milhas para emitir um bilhete, é possível transferir pontos Livelo, apesar da proporção de transferência ser 2:1 e da vedação de transferência de pontos comprados.

Já o problema do Medallion é a tabela flutuante de resgates: é impossível planejar o resgate de um bilhete com milhas. Além disso, as regras de acúmulo são muito ruins. Além disso, a Skyteam não é a minha aliança favorita, apesar de ter boas cias aéreas membros.

O ponto positivo a ser considerado: a parceria com a GOL/Smiles. É possível pontuar na Delta voando GOL. Então, para quem viaja muito em trechos domésticos no Brasil, pode ser interessante. Voos comercializados por parceiros ganharão milhas com base no percentual da distância voada, conforme determinada pela classe de tarifa paga.

Abaixo a tabela de acúmulo voando GOL, com base na classe tarifária:

Um programa americano interessante é o da Alaska Airlines. Funcionando como o Smiles – sem pertencer a nenhuma aliança, mas com diversos parceiros – o Mileage Plan pontua com base na distância percorrida pouco importando o gasto.

Parceiros Mileage Plan Alaska Air

A tabela de resgates é excelente, incluindo a possibilidade de voar na First da Emirates entre os Estados Unidos e destinos na Europa e Ásia. Aliás, esse é um detalhe do programa: dependendo da parceira, só é possível emitir bilhetes-prêmio entre determinadas regiões.

O problema são os benefícios com as parceiras. Para nós só há dois aspectos interessantes: MVP Gold e Gold 75k têm acesso ao Galleries Lounge da BA no T3 e T5 de London Heathrow, e acesso ao Qantas Business Lounge em diversas cidades da Austrália.

Voando Condor em executiva a partir de Recife, o ganho é de 300% das milhas voadas e ainda conta para status no Mileage Plan.

Com a LATAM, nos voos LA, é possível ganhar 225% das milhas voadas que também contam para status. A tabela é a seguinte:

Quem se interessar pelo programa e tiver um endereço nos EUA – não preencham o endereço brasileiro que será negado – o Mileage Plan oferece status match. Para mais detalhes, clique aqui.

Alguém está pensando em ter status com alguma companhia americana?