Rumores de mudanças no AAdvantage

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O Gary Leff do VFTW acabou de publicar um post falando de rumores que estão circulando nos canais especializados nos EUA sobre possíveis alterações no AAdvantage a serem anunciadas no dia 31 de julho.

As alterações seriam:

  • a adoção de dynamic awards (tabela variável) para voos da American Airlines;
  • upgrades para a cabine imediatamente superior, e
  • restrições de upgrade para certas classes tarifárias.

Vamos analisar ponto a ponto. A adoção de tabela flutuante já é feita pela Delta há anos e pela United recentemente. Era mais do que previsto que o AAdvantage seguiria no caminho.

Os upgrades para a cabine imediatamente superior afetam principalmente os passageiros que hoje conseguem comprar na econômica e fazer o upgrade para a business, pulando a premium economy. Seria o mesmo caso com os SWU (systemwide upgrades), que são 4 upgrades gratuitos que os clientes recebem ao atingirem o maior status no programa, o Executive Platinum.

Também não enxergo nenhuma novidade aí. As companhias aéreas que oferecem a cabine premium economy oferecem upgrades de dois modos: ou vetam integralmente o up da econômica para a business, ou oferecem upgrades com valores diferenciados – mais caros, obviamente, para quem quer ir direto da econômica para a business.

Até agora o AAdvantage tem sido “generoso” com seus clientes Executive Platinum oferecendo a possibilidade de pular uma cabine no upgrade. Mas, também, pudera – aumentou em 25% a quantidade mínima de dólares gastos para atingir a categoria para esse ano. Agora, são necessários USD 15 mil/ano mais 100.000 milhas para chegar ao Olimpo da AA.

O terceiro ponto, a restrição de upgrades para certas classes tarifárias também não tem novidade nenhuma. É prática comum em diversos programas. Se as companhias aéreas oferecem tarifas que sequer dão direito a despachar bagagem, por quê elas permitiriam que esses mesmos passageiros pudessem pagar por upgrades potencialmente mantendo na econômica quem pagou uma passagem mais cara?

Não há qualquer menção a alterações na tabela de resgate com as parceiras – que é fixa. Mas eu também não estranharia se viesse algum tipo de desvalorização por aí. Para mim, esse seria o grande problema. Uso minhas milhas para voar com as excelentes parceiras da Oneworld como Cathay Pacific, JAL, Qantas e com a Etihad.

De qualquer modo, as mudanças afetam mais os americanos do que nós. Eles é que enfrentam a American e o AAdvantage numa base diária em voos domésticos. Nós aqui temos que lidar com Smiles, Multiplus e TudoAzul, e com o luto da perda do Amigo.

O Gary Leff acredita que não é o momento de entrar em pânico. Em primeiro lugar, são rumores e, se alterações substanciais estão no horizonte, ele acha que a American vai manter a tradição de avisar com antecedência. Oremos.