TudoAzul et caterva – não ajudem: cancelem!

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TudoAzul ALL
TudoAzul ALL

O TudoAzul acaba de protagonizar uma das atitudes mais lamentáveis que uma empresa que (se diz) séria pode tomar: aumentou em 100% o resgate para o ALL da Accor, sem aviso prévio. Agora, clientes do Clube TudoAzul ou Azul Diamante precisam de 8.000 pontos para  cada 1.000 pontos ALL. Quem não é ninguém na fila do pão, paga na proporção 10:1.

Esse tipo de comportamento é corriqueiro na terra sem lei que é o Brasil. Os programas de milhas brasileiros, em geral, são PhDs nessa dança macabra. Fazem tudo na surdina, na calada da noite, que nem baratas assustadas. E assim o fazem porque não há um órgão sequer que se digne a impedir esses descalabros.

Nos idos de março / abril, vieram com a conversinha – sim, no diminutivo, porque não merecem mais do que isso – “não cancelem, adiem”. “Nos ajudem, senão vamos quebrar e serão milhares de empregos perdidos”. Taí uma chantagem baratinha que muita gente graúda caiu. Os inocentes do Leblon, diria Carlos Drummond de Andrade.

É claro que os funcionários que sofrem com as demissões não são aqueles que assinam essas medidas e, em relação a eles, e somente a eles, eu sou solidária.

Agora, vamos lá ao que interessa: amados leitores, cancelem tudo o que puderem cancelar!

Dou meu exemplo: com mais 2 meses de clube TudoaAzul, eu viro diamante. Então, pagarei os próximos 2 meses. Depois, tchau. Não tenho Clube Smiles, não tenho Clube LATAM Pass. Suspendi meu clube Livelo por 2 meses. Quando voltar, não sei se farei um downgrade pro Clube 1.000 ou vou cancelar de vez. Não preciso comprar milhas nesse momento e nem compraria, dada a situação do mundo e das enormes incertezas que a economia brasileira vem sinalizando.

Venhamos e convenhamos: muitos de nós temos milhas para fazer diversas viagens, ainda que haja outras desvalorizações. Sejamos conscientes: vamos utilizá-las, vamos deixar esse povo a seco durante um bom tempo!

Nós sabemos que, nos próximos meses, as viagens ainda estarão restritas e, provavelmente, vamos ficar por aqui mesmo. Ou vamos viajar menos, dependendo das exigências sanitárias que nos serão impostas.

Nesse tempo, que a gente seja a força que impulsiona uma mudança mínima de comportamento dessas empresas que dependem inteiramente do NOSSO dinheiro.

E não se esqueçam: a sistemática da “carta de repúdio” não tem o menor efeito aqui nesse país. De nada adianta ir no Facebook, Instagram, Twitter etc. Essas empresas pouco se importam porque sabem que o barulho é momentâneo.

O repúdio maior é negar dinheiro para quem não tem o menor respeito por nós. É isso. Dêem-se ao respeito. Hoje.

Maxmilhas